AUTISMO
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
O autismo é um transtorno neurológico caracterizado pelo comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo, ocasionando um impacto direto na realização de algumas habilidades mais importantes para a vida humana e se apresentando de diferentes formas.
Considerado uma disfunção cerebral orgânica, segundo evidencias científicas, sua origem pode ocorrer por uma predisposição genética. A condição costuma se manifestar durante a primeira infância e acomete, em maior prevalência, meninos.
Os primeiros sinais do autismo podem ser percebidos logo nos primeiros meses de vida e o diagnóstico médico pode ser estabelecido entre os dois a três anos de idade. Em alguns casos onde os sintomas aparecem precocemente, o diagnostico pode ser realizado antes dos dois anos de idade. Os pais começam a identificar alguns sintomas, como: interesses restritos, inteligência superior para a idade, problemas no desenvolvimento da linguagem, andar na ponta dos pés, não manter contato visual e dificuldade ou preferência por texturas, sabores e cores de alimentos.
A estimativa é que, aproximadamente, 1% da população mundial pode possuir autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para mais, estima-se que, no mundo inteiro, uma em cada 160 crianças são portadoras do TEA.
As causas do autismo não são totalmente conhecidas, mas as pesquisas científicas na área vêm crescendo cada vez mais. Sabe-se que além da genética que representa 80% dos casos, os agentes externos, como: complicações na gestação, infecções, desequilíbrio metabólico, exposição a substâncias tóxicas, desempenham papel-chave na causa do transtorno.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM 5, é subdividido em três níveis:
Autismo nível de suporte 1:
AUTISMO LEVE
Pacientes com nível de suporte 1 possuem pouca exigência de apoio para executar algumas atividades, pois possuem maior independência e facilidade para realizar as tarefas diárias. Apresentam pouca dificuldade em se expressar, poucos comportamentos repetitivos e restritivos, menores problemas para organização e planejamento e maior facilidade na interação social.
Autismo nível de suporte 2:
AUTISMO MODERADO
O nível de suporte 2 exige apoio substancial para desempenhar suas atividades diárias e os sintomas são percebidos com maior facilidade. Apresentam maior dificuldade na socialização, podem ou não se comunicar verbalmente, não realizam contato visual, possuem comportamentos repetitivos em maior complexidade e seguem rigorosamente uma rotina.
Autismo nível de suporte 3:
AUTISMO SEVERO
Esse nível de suporte exige apoio muito substancial, é necessário apoio extra para executar atividades, o nível 3 é considerado o nível que possui maior prejuízos. Geralmente possuí pouca autonomia, necessita de apoio constante para realizar as atividades diárias e possui graves déficits de comunicação e interação social. Em alguns casos, não conseguem se comunicar verbalmente e precisam de suporte de um mediador.
Existem várias terapias que auxiliam no tratamento para pessoas portadoras de Autismo.
Dentre os principais, podemos destacar a Psicoterapia, a Fonoaudiologia, a Terapia Ocupacional e a Fisioterapia, sendo que em sua maioria são tratamentos com supervisão pela ciência ABA (sigla em inglês para Applied Behavior Analysis — em português, Análise Aplicada do Comportamento).
As terapias devem ser indicadas por um Médico, por meio de Laudo Médico que deve conter informações sobre o Autismo do paciente, o grau desta deficiência, o motivo pela qual é necessário realizar o tratamento específico, como se o tratamento deve ser supervisionado pela ciência ABA.
Portadores desta deficiência, inclusive, vêm sendo cada vez mais inseridos dentro de nossa sociedade, sendo celebrado no dia 02 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
A celebração tem o intuito de trazer informações para a população em geral sobre o autismo, a fim de que se possa reduzir o preconceito e a discriminação que afetam as pessoas com os Transtornos do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.